Morning Call - 15/06/2026 - SpaceX sobe 6% no Pré-Market

Agenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
9:30 – USA – Índice Empire State de Atividade Industrial
10:15 – USA – Produção Industrial
Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed. Término: 19/06
Brasil

Acompanhe o Pré-Market de NY:
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VALE
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ITUB
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BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLM2026
Estados Unidos

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — registram fortes ganhos nesta segunda-feira, impulsionados pelo anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e estabelece as bases para o encerramento do conflito que abalou os mercados globais nos últimos três meses.
Embora o entendimento represente um avanço significativo, questões sensíveis permanecem fora do acordo inicial, incluindo o programa nuclear iraniano e as tensões envolvendo Israel e grupos aliados do Irã na região. A assinatura formal do pacto está prevista para ocorrer na Suíça na próxima sexta-feira.
Segundo Max Kettner, estrategista-chefe de multiativos da HSBC Global Investment Research: "Se o acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã se mostrar duradouro e confiável, o impacto para os ativos de risco tende a ser amplamente positivo. Eventuais contratempos provavelmente terão impacto mais limitado sobre o sentimento dos traders."
A perspectiva de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz provocou uma forte queda nos preços da energia. Os contratos do Brent recuam mais de 4%, atingindo os menores níveis desde março, reduzindo preocupações relacionadas à inflação e aos custos de produção.
O movimento beneficia especialmente setores sensíveis aos preços da energia. Entre as companhias aéreas, as ações da United Airlines avançam 4,4%, enquanto Delta Air Lines e American Airlines registram ganhos de 4% e 3,5%, respectivamente.
No setor de tecnologia, que continua sendo o principal motor de Wall Street, os ganhos também são expressivos. A Micron sobe 8,2% no pré-mercado após diversas instituições elevarem seus preços-alvo para a companhia. Nvidia avança 2,3%, Intel ganha 3,1% e Marvell Technology sobe 5,4%.
A queda do petróleo também trouxe alívio ao mercado de renda fixa. O rendimento dos Treasuries de dois anos recua para o menor nível em duas semanas, refletindo uma redução parcial das preocupações inflacionárias associadas ao conflito no Oriente Médio.
O Índice de Volatilidade VIX, conhecido como o "termômetro do medo" de Wall Street, cai para 16,85 pontos, atingindo o menor patamar em mais de uma semana após ter alcançado máximas de dois meses durante a escalada das tensões geopolíticas.
Apesar do alívio recente, ainda existem incertezas quanto ao rumo da política monetária. A expectativa predominante é de que o Fed mantenha os juros inalterados na reunião desta quarta-feira. Ainda assim, os contratos futuros continuam apontando para a possibilidade de pelo menos uma elevação de 25 pontos-base até o final do ano.
O mercado também acompanha de perto a primeira reunião de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh. Além da decisão sobre os juros, os traders estarão atentos às projeções econômicas atualizadas e ao tom adotado pelo novo presidente do Fed em sua coletiva.
No campo corporativo, as ações da SpaceX avançam 5,6% após a empresa concluir sua estreia histórica na Nasdaq com uma avaliação superior a US$ 2 trilhões. O sucesso da operação reforçou o entusiasmo por empresas ligadas à inteligência artificial, infraestrutura digital e tecnologia espacial.
A valorização das ações pode continuar, já que a SpaceX está prestes a ser incluída em regime de urgência no Nasdaq 100, o que a tornará em breve um ativo importante para fundos passivos e ETFs que replicam o índice, criando uma nova fonte de demanda por suas ações.
O IPO da SpaceX também é visto como um importante teste para futuras aberturas de capital de gigantes privadas do setor de tecnologia, incluindo OpenAI e Anthropic, cujas estreias no mercado seguem sendo amplamente aguardadas pelos investidores.
Entre outras movimentações relevantes, as ações da Paramount avançam 4,7% após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovar a aquisição da Warner Bros pela companhia.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — registram fortes ganhos neste início de semana, com diversos mercados renovando máximas históricas, após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo preliminar que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e estabelece as bases para o encerramento do conflito que já dura três meses no Oriente Médio.
O índice Euro Stoxx 50
EURO50 avança cerca de 1%, enquanto o DAX
GER40, da Alemanha, sobe 1,3%. Já o FTSE 100
UK100, do Reino Unido, registra alta mais moderada de 0,2%.
O acordo trouxe forte alívio aos mercados globais. Os preços do petróleo Brent recuam quase 5%, ampliando as perdas recentes, após autoridades americanas e iranianas confirmarem que chegaram a um entendimento político inicial, cuja assinatura formal está prevista para a próxima sexta-feira.
Desde o início da guerra, em março, os mercados europeus vinham apresentando desempenho inferior ao observado nos Estados Unidos e em parte da Ásia. A elevada dependência energética da Europa em relação ao petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz e a menor exposição do continente ao setor de inteligência artificial limitaram o desempenho das bolsas da região ao longo dos últimos meses.
Com o movimento desta segunda-feira, o índice STOXX 600 acumula valorização de 7,9% em 2026, reduzindo a diferença em relação ao S&P 500, que registra ganhos de 9,9% no mesmo período.
Segundo Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado do IG Group: "Se realmente conseguirmos restabelecer o fluxo de petróleo de forma sustentável, isso poderá representar um impulso significativo para os mercados europeus."
Os ganhos são amplos entre os setores do STOXX 600. O segmento de luxo, um dos mais pressionados ao longo deste ano, lidera a recuperação com alta de 3,4%.
As montadoras europeias, tradicionalmente sensíveis aos custos de energia, avançam cerca de 3%, enquanto companhias aéreas como Lufthansa e Air France registram fortes ganhos de 4,7% e 2,8%, respectivamente.
O setor de viagens e lazer atinge uma nova máxima histórica, refletindo as expectativas de redução dos custos operacionais e melhora das perspectivas econômicas globais. Já o índice bancário europeu alcança seu maior nível desde janeiro de 2008.
Apesar do alívio geopolítico, parte das preocupações inflacionárias permanece no radar. O Banco Central Europeu elevou os juros em 25 pontos-base na semana passada justamente devido às pressões inflacionárias associadas à alta dos preços da energia.
Embora o acordo represente um passo importante para a normalização do mercado de petróleo, muitos analistas acreditam que os preços da energia continuarão relativamente elevados nos próximos meses, já que a recuperação completa do fluxo pelo Estreito de Ormuz e a reconstrução da infraestrutura afetada pelo conflito deverão levar tempo.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos de curto prazo da zona do euro recuam para os menores níveis em duas semanas, refletindo uma redução parcial das expectativas de aperto monetário. Ainda assim, os mercados continuam precificando pelo menos mais uma alta de 25 pontos-base por parte do Banco Central Europeu antes do final do ano.
"É possível sentir um alívio palpável nos mercados europeus. O BCE provavelmente ficará satisfeito por ver as pressões energéticas diminuindo, mesmo que o aumento de juros realizado na semana passada tenha sido motivado justamente por esse cenário de inflação elevada", concluiu Beauchamp.
Ásia/Pacífico

Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram a semana com fortes ganhos, impulsionados pelo anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e restabelecer a normalidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
O avanço diplomático reduziu significativamente as preocupações com a oferta mundial de energia, provocando uma queda acentuada nos preços do petróleo e desencadeando uma forte busca por ativos de risco em toda a região.
O grande destaque do dia foi o Kospi
KOSPI, da Coreia do Sul, que disparou 5,2%. As ações da Samsung Electronics avançaram 5,4%, enquanto a fabricante de semicondutores SK Hynix registrou alta de 6,4%, acompanhando o otimismo global do setor de tecnologia.
No Japão, o Nikkei
NI225 renovou sua máxima histórica após saltar 5% na sessão. O principal destaque foi o SoftBank Group, cujas ações avançaram 10,3%, contribuindo com aproximadamente 537 pontos para a valorização do índice.
No mercado de crédito, as atenções se voltam para a decisão de política monetária do Banco do Japão, prevista para esta próxima madrugada. O mercado espera uma elevação da taxa básica para 1%, o maior nível em 31 anos, além de possíveis sinais de continuidade do ciclo de aperto monetário diante das pressões inflacionárias observadas no país.
Nas demais praças asiáticas, o movimento positivo também predominou. Os índices Shanghai
000001, Shenzhen
399001, China A50
XIN9, Hang Seng
HSI, ASX 200
XJO e TWSE 50
TW50 encerraram o pregão com ganhos entre 0,5% e 3,8%.
O desempenho da região reflete uma combinação de fatores favoráveis: redução das tensões geopolíticas, queda dos preços da energia, melhora das perspectivas para a inflação global e renovado apetite dos traders por setores ligados à tecnologia e inteligência artificial.
8:25 – BRA – Boletim Focus
9:30 – USA – Índice Empire State de Atividade Industrial
10:15 – USA – Produção Industrial
Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed. Término: 19/06
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
Embora o entendimento represente um avanço significativo, questões sensíveis permanecem fora do acordo inicial, incluindo o programa nuclear iraniano e as tensões envolvendo Israel e grupos aliados do Irã na região. A assinatura formal do pacto está prevista para ocorrer na Suíça na próxima sexta-feira.
Segundo Max Kettner, estrategista-chefe de multiativos da HSBC Global Investment Research: "Se o acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã se mostrar duradouro e confiável, o impacto para os ativos de risco tende a ser amplamente positivo. Eventuais contratempos provavelmente terão impacto mais limitado sobre o sentimento dos traders."
A perspectiva de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz provocou uma forte queda nos preços da energia. Os contratos do Brent recuam mais de 4%, atingindo os menores níveis desde março, reduzindo preocupações relacionadas à inflação e aos custos de produção.
O movimento beneficia especialmente setores sensíveis aos preços da energia. Entre as companhias aéreas, as ações da United Airlines avançam 4,4%, enquanto Delta Air Lines e American Airlines registram ganhos de 4% e 3,5%, respectivamente.
No setor de tecnologia, que continua sendo o principal motor de Wall Street, os ganhos também são expressivos. A Micron sobe 8,2% no pré-mercado após diversas instituições elevarem seus preços-alvo para a companhia. Nvidia avança 2,3%, Intel ganha 3,1% e Marvell Technology sobe 5,4%.
A queda do petróleo também trouxe alívio ao mercado de renda fixa. O rendimento dos Treasuries de dois anos recua para o menor nível em duas semanas, refletindo uma redução parcial das preocupações inflacionárias associadas ao conflito no Oriente Médio.
O Índice de Volatilidade VIX, conhecido como o "termômetro do medo" de Wall Street, cai para 16,85 pontos, atingindo o menor patamar em mais de uma semana após ter alcançado máximas de dois meses durante a escalada das tensões geopolíticas.
Apesar do alívio recente, ainda existem incertezas quanto ao rumo da política monetária. A expectativa predominante é de que o Fed mantenha os juros inalterados na reunião desta quarta-feira. Ainda assim, os contratos futuros continuam apontando para a possibilidade de pelo menos uma elevação de 25 pontos-base até o final do ano.
O mercado também acompanha de perto a primeira reunião de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh. Além da decisão sobre os juros, os traders estarão atentos às projeções econômicas atualizadas e ao tom adotado pelo novo presidente do Fed em sua coletiva.
No campo corporativo, as ações da SpaceX avançam 5,6% após a empresa concluir sua estreia histórica na Nasdaq com uma avaliação superior a US$ 2 trilhões. O sucesso da operação reforçou o entusiasmo por empresas ligadas à inteligência artificial, infraestrutura digital e tecnologia espacial.
A valorização das ações pode continuar, já que a SpaceX está prestes a ser incluída em regime de urgência no Nasdaq 100, o que a tornará em breve um ativo importante para fundos passivos e ETFs que replicam o índice, criando uma nova fonte de demanda por suas ações.
O IPO da SpaceX também é visto como um importante teste para futuras aberturas de capital de gigantes privadas do setor de tecnologia, incluindo OpenAI e Anthropic, cujas estreias no mercado seguem sendo amplamente aguardadas pelos investidores.
Entre outras movimentações relevantes, as ações da Paramount avançam 4,7% após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovar a aquisição da Warner Bros pela companhia.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
O índice Euro Stoxx 50
O acordo trouxe forte alívio aos mercados globais. Os preços do petróleo Brent recuam quase 5%, ampliando as perdas recentes, após autoridades americanas e iranianas confirmarem que chegaram a um entendimento político inicial, cuja assinatura formal está prevista para a próxima sexta-feira.
Desde o início da guerra, em março, os mercados europeus vinham apresentando desempenho inferior ao observado nos Estados Unidos e em parte da Ásia. A elevada dependência energética da Europa em relação ao petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz e a menor exposição do continente ao setor de inteligência artificial limitaram o desempenho das bolsas da região ao longo dos últimos meses.
Com o movimento desta segunda-feira, o índice STOXX 600 acumula valorização de 7,9% em 2026, reduzindo a diferença em relação ao S&P 500, que registra ganhos de 9,9% no mesmo período.
Segundo Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado do IG Group: "Se realmente conseguirmos restabelecer o fluxo de petróleo de forma sustentável, isso poderá representar um impulso significativo para os mercados europeus."
Os ganhos são amplos entre os setores do STOXX 600. O segmento de luxo, um dos mais pressionados ao longo deste ano, lidera a recuperação com alta de 3,4%.
As montadoras europeias, tradicionalmente sensíveis aos custos de energia, avançam cerca de 3%, enquanto companhias aéreas como Lufthansa e Air France registram fortes ganhos de 4,7% e 2,8%, respectivamente.
O setor de viagens e lazer atinge uma nova máxima histórica, refletindo as expectativas de redução dos custos operacionais e melhora das perspectivas econômicas globais. Já o índice bancário europeu alcança seu maior nível desde janeiro de 2008.
Apesar do alívio geopolítico, parte das preocupações inflacionárias permanece no radar. O Banco Central Europeu elevou os juros em 25 pontos-base na semana passada justamente devido às pressões inflacionárias associadas à alta dos preços da energia.
Embora o acordo represente um passo importante para a normalização do mercado de petróleo, muitos analistas acreditam que os preços da energia continuarão relativamente elevados nos próximos meses, já que a recuperação completa do fluxo pelo Estreito de Ormuz e a reconstrução da infraestrutura afetada pelo conflito deverão levar tempo.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos de curto prazo da zona do euro recuam para os menores níveis em duas semanas, refletindo uma redução parcial das expectativas de aperto monetário. Ainda assim, os mercados continuam precificando pelo menos mais uma alta de 25 pontos-base por parte do Banco Central Europeu antes do final do ano.
"É possível sentir um alívio palpável nos mercados europeus. O BCE provavelmente ficará satisfeito por ver as pressões energéticas diminuindo, mesmo que o aumento de juros realizado na semana passada tenha sido motivado justamente por esse cenário de inflação elevada", concluiu Beauchamp.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram a semana com fortes ganhos, impulsionados pelo anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e restabelecer a normalidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
O avanço diplomático reduziu significativamente as preocupações com a oferta mundial de energia, provocando uma queda acentuada nos preços do petróleo e desencadeando uma forte busca por ativos de risco em toda a região.
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