Morning Call - 21/08/2026 - Ouro e Bitcoin são destaques de alta

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Agenda de Indicadores:
10:45 – USA – PMI Industrial e de Serviços da S&P Global (Prévia) (Agosto)


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — avançam ligeiramente nesta sexta-feira, ensaiando uma recuperação após a forte queda da sessão anterior. Ainda assim, Wall Street caminha para encerrar uma semana marcada pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pelo agravamento das tensões geopolíticas.

Os três principais índices americanos acumulam perdas próximas de 2% na semana. S&P 500 e Nasdaq caminham para interromper uma sequência de três semanas consecutivas de ganhos.

A pressão veio principalmente do mercado de títulos. O rendimento dos Treasuries de 30 anos atingiu nesta semana o maior nível desde 2007, refletindo preocupações com o crescimento da dívida pública, custos de financiamento mais elevados e a persistência dos riscos inflacionários.

O Tesouro americano reagiu à turbulência. Após a intervenção de quarta-feira, o secretário Scott Bessent afirmou que o governo poderá ampliar ainda mais as recompras de Treasuries. A medida trouxe algum alívio, mas os rendimentos permanecem próximos das máximas recentes.

No pré-mercado, as megacaps apresentam recuperação, com Meta e Tesla avançando cerca de 1%.

As ações ligadas a criptomoedas também mantêm o forte movimento de alta, acompanhando o bitcoin, que atingiu o maior nível desde o fim de maio. Coinbase sobe 6,7%, Strategy avança 10,2% e Robinhood ganha 5,5%.

O apetite por risco, porém, continua limitado pelas tensões no Oriente Médio. Bessent afirmou que Washington pretende impor “as sanções mais duras da história” contra o Irã, aumentando as dúvidas sobre uma solução diplomática para o conflito. O impasse entre Washington e Teerã ajudou a sustentar a recente valorização do petróleo, embora a commodity apresente leve correção nesta sexta-feira.

Apesar da volatilidade, o UBS Global Wealth Management elevou sua projeção para o S&P 500 no fim do ano para 8.100 pontos, citando perspectivas mais favoráveis para os lucros corporativos.

As atenções agora se voltam para a próxima semana. O índice de preços PCE, principal referência de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, e o discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole poderão redefinir as expectativas para os juros.

Após os dados mais moderados de inflação ao consumidor e ao produtor, a probabilidade de um aumento dos juros em setembro caiu para 34,6%, segundo a ferramenta CME FedWatch, ante 54,5% há um mês.

No cenário corporativo, o principal destaque será o balanço da Nvidia. Os números da fabricante de chips representarão um novo teste para o entusiasmo com inteligência artificial e, principalmente, para a capacidade dos elevados investimentos no setor continuarem se traduzindo em crescimento de receitas e lucros.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — avançam ligeiramente nesta sexta-feira, apoiados pela valorização do ouro. Apesar da alta, as bolsas caminham para encerrar a semana no campo negativo, em meio à instabilidade nos mercados globais de títulos e à escalada das tensões entre EUA e Irã.

O Euro Stoxx 50 EURO50 sobe 0,3%, enquanto o DAX GER40 avança 0,2% e caminha para a segunda semana consecutiva de perdas.

O setor de recursos básicos lidera os ganhos, com alta de 2,2%, beneficiado pela desvalorização do dólar e pelo avanço dos preços do ouro.

Apesar da volatilidade recente, as ações europeias têm demonstrado relativa resiliência. A economia da região vem absorvendo os efeitos da guerra com o Irã melhor do que o inicialmente previsto, enquanto uma política monetária mais previsível e a menor exposição às turbulências relacionadas à inteligência artificial também favorecem o mercado.

Esse cenário voltou a atrair capital estrangeiro. Os fundos de ações europeias receberam US$ 2,44 bilhões na semana encerrada em 12 de agosto, a maior entrada desde o fim de fevereiro, pouco antes do início da guerra entre EUA e Irã.

No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos da zona do euro recuam ligeiramente após uma semana marcada por fortes oscilações globais. Nos EUA, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo poderá ampliar as recompras de Treasuries e mencionou a possibilidade de uma consolidação fiscal, mantendo os mercados atentos à trajetória da dívida americana.

No Oriente Médio, Bessent também afirmou que Washington pretende impor “as sanções mais duras da história” contra o Irã. A declaração reduziu ainda mais as expectativas de um acordo para a reabertura plena do Estreito de Ormuz.

Com o aumento do risco sobre a oferta, o petróleo Brent chegou a superar US$ 93 por barril, atingindo a maior cotação em um mês, antes de devolver parte dos ganhos com uma realização de lucros.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram majoritariamente em alta nesta sexta-feira, apesar da escalada dos preços do petróleo manter as preocupações com inflação e juros no radar, em meio à persistente incerteza sobre o conflito no Oriente Médio.

No Japão, o Nikkei 225 NI225 recuou 0,3% e acumulou queda de aproximadamente 4% na semana, seu pior desempenho semanal desde meados de julho.

A economia japonesa permanece particularmente exposta ao choque energético. O petróleo acumula valorização superior a 6% na semana, enquanto o Japão depende do Oriente Médio para cerca de 95% de suas importações da commodity, com aproximadamente 70% do fornecimento passando pelo Estreito de Ormuz.

A pressão sobre os preços de energia também elevou as expectativas de inflação e os rendimentos dos títulos japoneses, principalmente nos vencimentos mais longos.

Apesar da queda do Nikkei, o desempenho interno foi mais equilibrado: 135 das 225 ações do índice avançaram, 86 recuaram e quatro fecharam estáveis. Entre as maiores empresas, a SoftBank Group caiu 2,5%.

Na Coreia do Sul, o Kospi KOSPI avançou 0,9%, sustentado pela recuperação das fabricantes de semicondutores. Samsung Electronics ganhou 3,9% e SK Hynix subiu 2,3%.

Em Taiwan, o TWSE 50 TW50 fechou em alta de 0,4%, acompanhado pelo avanço de 1,5% da TSMC.

Na China continental e em Hong Kong, os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001, China A50 XIN9 e Hang Seng HSI avançaram entre 0,1% e 1,2%. As expectativas de novos estímulos fiscais deram suporte aos mercados, embora os traders ainda aguardem novos catalisadores após a recente onda de vendas nos mercados globais de títulos.

Na contramão, o ASX 200 XJO, da Austrália, caiu 0,3% e encerrou mais uma semana no campo negativo, pressionado principalmente pelo setor imobiliário e pelas preocupações com as perspectivas de crescimento dos grandes bancos.

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