Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira Pfd
Viés de baixa

"CEDO4-tendencia de queda acentuada sem suporte ,qual o motivo?

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"CEDO4-tendencia de queda acentuada sem suporte ,qual o motivo?

"Cia. de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira: Análise de Desempenho 2025 – Deterioração Financeira e Operacional Acentuada em Comparação a 2024"

Com base nas demonstrações financeiras da Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira, o desempenho no ano de 2025, especialmente até o segundo trimestre (2T25), apresenta uma deterioração significativa em comparação com os períodos anteriores, incluindo 2024 e 2023. Essa piora pode ser diretamente associada à queda acentuada no preço das ações, como observado em sua análise gráfica.
A seguir, um resumo consolidado dos principais indicadores e fatores que justificam essa conclusão:
1. Desempenho Operacional e Financeiro em 2025 (vs. 2024 e 2023):
• Receita de Vendas em Declínio:
◦ No 1T25, a Receita Líquida de Vendas (RLV) foi de R$223,781 milhões, uma leve redução em relação aos R$225,471 milhões do 1T24.
◦ No 2T25, a Receita Bruta de Vendas (RBV) e a RLV registraram quedas de 14,9% e 15,2%, respectivamente, em comparação com o 2T24. A RBV LTM (últimos 12 meses) encerrada em 2T25 também diminuiu 2,6% em relação ao período anterior (LTM 2T24) [anteriormente].
◦ Para o acumulado do primeiro semestre de 2024 (1S24), a RBV já havia mostrado uma redução de 17,3% e a RLV de 16,6% em relação ao 1S23. Isso indica que 2025 acentuou uma tendência de demanda fraca que já afetava as vendas.
• Compressão Drástica das Margens de Lucratividade:
◦ A margem bruta consolidada no 2T25 foi de apenas 23,6%, uma queda de 6,0 pontos percentuais em relação aos 29,6% do 2T24. A margem bruta LTM 2T25 também foi menor (27,6% vs. 31,3% LTM 2T24). Essa queda é atribuída ao aumento dos custos de insumos importados (dólar médio 1T25 foi 18,2% superior ao 1T24) e à fraca demanda, que impediu o repasse desses custos aos preços [anteriormente].
◦ Em 2024, a Companhia havia conseguido expandir a margem bruta no 1S24 (30,2% vs. 28,0% no 1S23).
• EBITDA e Margens em Queda Livre:
◦ O EBITDA ajustado no 2T25 foi de R$19,0 milhões, com uma margem de 8,3%. Isso representa uma redução de 60,0% em relação ao 2T24 (R$47,7 milhões e margem de 17,6%).
◦ O EBITDA ajustado acumulado no 1S25 foi de R$54,506 milhões, uma diminuição significativa em comparação aos R$89,369 milhões do 1S24.
◦ A margem EBITDA ajustada LTM 2T25 foi de 15,8%, abaixo dos 19,8% do LTM 2T24 [anteriormente]. Esse cenário reverte a trajetória de crescimento e otimização de margens observada em 2023 e parte de 2024.
• Reversão para Prejuízo Líquido:
◦ O aspecto mais crítico é o registro de prejuízo líquido consolidado de R$11,308 milhões no 2T25, com uma margem líquida de -4,9%. Isso contrasta fortemente com o lucro de R$17,569 milhões no 2T24.
◦ No acumulado do 1S25, o prejuízo líquido foi de R$6,704 milhões, revertendo o lucro de R$32,979 milhões no 1S24.
◦ O lucro líquido ajustado LTM 2T25 foi de R$45,1 milhões, uma queda de 47,6% em relação aos R$86,1 milhões do LTM 2T24.
• Aumento das Despesas Financeiras e da Alavancagem:
◦ As despesas financeiras líquidas no 1S25 foram 14,7% superiores às do 1S24, atingindo R$42,6 milhões. Esse aumento é uma consequência direta da elevação das taxas de juros de mercado (SELIC), que superou a redução dos spreads de risco da Companhia.
◦ O endividamento financeiro líquido aumentou 2,6%, chegando a R$443,9 milhões ao final do 2T25.
◦ A alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA) subiu para 2,5 vezes no 2T25, indicando um aumento do risco financeiro e uma piora em relação às 2,0 vezes atingidas no 2T24. Em 2024, a Companhia havia conseguido reduzir o endividamento líquido em 18,5%.
2. Fatores Impulsionadores da Piora em 2025:
• Ambiente Econômico Desafiador: A administração da Companhia destaca a desaceleração da economia, juros restritivos e a manutenção de um ambiente cauteloso devido a incertezas fiscais e políticas.
• Demanda Fraca: Houve uma demanda inferior que impediu a Companhia de repassar os aumentos de custos para os preços de venda.
• Custos Elevados: Principalmente os relacionados a insumos importados, devido à valorização do dólar [anteriormente].
• Impacto da Ociosidade: A adequação da produção para evitar o aumento excessivo de estoques resultou em prejuízo na diluição de custos fixos, contribuindo para a redução da lucratividade bruta.
3. Relação com a Queda das Ações:
A reversão de lucros para prejuízos, a queda acentuada nas receitas e margens operacionais, e o aumento do endividamento e da alavancagem em 2025 são indicadores financeiros que, coletivamente, sinalizam uma deterioração da saúde financeira e da capacidade de geração de valor da Companhia.
Para os investidores, esses resultados representam um aumento do risco e uma diminuição das perspectivas de retorno, o que normalmente leva a uma forte desvalorização das ações no mercado. O cenário de 2025 contrasta com as expectativas e as melhorias em múltiplos financeiros que a Companhia havia buscado e, em parte, alcançado em 2023 e 2024 através de reestruturação da dívida e otimização do mix de produtos.

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