Morning Call - 08/04/2026 - O Fim da Guerra Chegou?

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Agenda de Indicadores:
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 10 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Ata do FOMC

Agenda de Autoridades:
14:05 – USA – Mary Daly, do Fed de São Francisco (Não Vota), profere o discurso de abertura e participa de um debate moderado sobre economia e política monetária em evento organizado pela Câmara de Comércio da Área de St. George
14:35 – USA – Christopher Waller, governador do Conselho do Fed (Vota), discursa sobre "Reflexões sobre o Tempo na Universidade Estadual de Bemidji e Início de Carreira" na 27ª Conferência Anual de Conquistas Estudantis da Universidade Estadual de Bemidji, em Minnesota


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — avançam com força nesta terça-feira, refletindo um alívio significativo no sentimento dos traders após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

O acordo reduziu temporariamente os riscos de interrupção no fornecimento de energia no Oriente Médio, levando a uma queda expressiva nos preços do petróleo e impulsionando uma recomposição de posições em ativos de risco.

Em linha com a melhora do apetite por risco, o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXH2026 recua para abaixo dos 22 pontos, atingindo níveis mais baixos e sinalizando uma redução relevante na demanda por proteção no curto prazo.

O movimento reforça uma rápida reprecificação dos mercados, com traders ajustando expectativas para inflação e política monetária diante da diminuição, ao menos temporária, das tensões geopolíticas.


O Cessar-Fogo

Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo de duas semanas, conforme comunicado pelo presidente Donald Trump na noite de terça-feira, após esforços de mediação conduzidos por autoridades do Paquistão.

O Irã se comprometeu a interromper os contra-ataques e garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, desde que as ofensivas contra seu território sejam suspensas. A entrada em vigor do cessar-fogo está condicionada justamente à reabertura segura da rota marítima, essencial para o fluxo global de energia.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump classificou o acordo como um avanço significativo rumo à estabilidade regional. “Este será um cessar-fogo bilateral. Já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito próximos de um acordo definitivo de paz no Oriente Médio”, afirmou. Em outra mensagem, destacou: “Um grande dia para a paz mundial. O Irã quer que isso aconteça — eles já não aguentam mais”.

O presidente americano também indicou que os Estados Unidos apoiarão a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e contribuirão para a reconstrução após o conflito.
Ambos os lados reivindicaram vitória. Enquanto Teerã sustenta que suas condições foram aceitas, Trump descreveu o desfecho como uma “vitória total e completa”.

Apesar do anúncio, fontes próximas às negociações adotam tom cauteloso, apontando que autoridades americanas avaliam a possibilidade de o Irã estar utilizando o cessar-fogo como estratégia para ganhar tempo.

A fragilidade do acordo ficou evidente logo após sua divulgação. Mais de uma hora depois do anúncio, as Forças de Defesa de Israel informaram ter identificado lançamentos de mísseis a partir do território iraniano, com interceptações registradas sobre Tel Aviv. Paralelamente, países do Golfo — incluindo Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — emitiram alertas e ativaram seus sistemas de defesa aérea.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — avançam com força nesta quarta-feira, registrando ganhos de até 4,5% e caminhando para o melhor desempenho diário em cerca de um ano. O movimento reflete uma recuperação global dos ativos de risco após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio.

O acordo, firmado entre Estados Unidos e Irã, foi anunciado pelo presidente Donald Trump poucas horas antes do prazo final estabelecido para a reabertura do Estreito de Ormuz. A perspectiva de normalização do fluxo de petróleo e gás pela rota desencadeou uma reprecificação significativa nos mercados.

Em linha com a melhora do sentimento, o índice de volatilidade europeu recua abaixo dos 25 pontos pela primeira vez em três semanas, sinalizando redução relevante na percepção de risco.

Para Kiran Ganesh, estrategista de multiativos da UBS, o movimento deve ser interpretado com cautela. “Os mercados podem ainda enfrentar episódios de escalada retórica ou frustrações quanto à normalização do fluxo energético. Ainda assim, o anúncio representa um desenvolvimento positivo no cenário atual”, avaliou.

No mercado de commodities, a reação foi imediata: os contratos futuros do petróleo Brent recuam cerca de 12%, voltando a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, após semanas de forte pressão altista. A queda traz alívio para economias dependentes de energia e reduz, ao menos no curto prazo, os riscos inflacionários.

As bolsas europeias vinham sendo fortemente pressionadas desde o início da campanha militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, sobretudo devido à dependência da região das importações de petróleo que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Os ganhos desta sessão são amplos e disseminados entre os setores. Empresas ligadas a viagens, indústria e setor bancário lideram a alta, com avanços entre 6% e 7%, beneficiadas pela perspectiva de redução dos custos energéticos e queda nos rendimentos dos títulos.

O setor de tecnologia também apresenta desempenho expressivo, com alta de cerca de 6,2%, impulsionado por fabricantes de semicondutores. Ações como Infineon, Soitec, ASML e SUSS Microtec registram valorizações entre 6,5% e 11,3%.

Na contramão, o setor de energia é o único a operar em baixa, recuando cerca de 4%, pressionado pela queda acentuada do petróleo. Grandes petrolíferas como Shell, BP, TotalEnergies e Equinor registram perdas entre 6% e 12%.


Ásia/Pacífico

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Os mercados da Ásia-Pacífico registraram forte alta nesta quarta-feira, impulsionados pelo anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que desencadeou uma queda relevante nos preços do petróleo, com o barril recuando para abaixo de US$ 100. O movimento favoreceu ativos que vinham sendo pressionados pelo choque energético nas últimas semanas.

O rali foi liderado pelo índice Kospi KOSPI, da Coreia do Sul, que avançou quase 7%, refletindo a melhora do apetite por risco e o alívio sobre economias fortemente dependentes de importações de energia. No Japão, o índice Nikkei NI225 subiu 5,4%, desempenho semelhante ao observado no TWSE 50 TW50, de Taiwan, que registrou ganho de 5,2%.

Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shenzhen 399001, China A50 XIN9, Shanghai 000001 e Hang Seng HSI — acompanharam o movimento positivo, com altas que variaram entre 2,7% e 4,8%, sustentadas pela melhora nas expectativas para o crescimento e pela redução dos riscos inflacionários ligados à energia.

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO avançou 2,6%, com o setor de energia sendo o único a operar no campo negativo, refletindo o recuo nos preços do petróleo.

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