Morning Call - 29/04/2026 - Petróleo Supera US$ 113 antes do FOM

Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Índice de Preços ao Produtor (IPP)
9:30 – USA – Construção de Casas Novas
9:30 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
10:45 – CAD – Decisão de Taxa de Juros BoC
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Decisão de Taxa de Juros do Fed
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros Selic
Agenda de Autoridades:
11:30 – CAD – Coletiva de Imprensa com o presidente do BoC, Tiff Macklem
15:30 – USA – Coletiva de Imprensa com o presidente do Fed, Jerome Powell
Agenda de Balanços:
Pré-Mercado – BRA – Weg
Pré-Mercado – BRA – Santander
17:00 – USA – Qualcomm
17:01 – USA – Amazon
17:03 – USA – Alphabet (Google)
17:05 – USA – Microsoft
17:05 – USA – Meta
Brasil

Acompanhe o Pré-Market de NY:
EWZ
VALE
PBR
ITUB
BBD
BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLK2026
Banco Central do Brasil (Copom)
O Banco Central do Brasil deve cortar 25 pontos-base na taxa Selic hoje, dando continuidade a um ciclo de afrouxamento monetário conduzido com cautela, em meio ao desafio de equilibrar uma inflação ainda pressionada com sinais de desaceleração da atividade econômica.
Na reunião anterior, o Comitê de Política Monetária surpreendeu parte do mercado ao reduzir a taxa de 15,00% para 14,75%, optando por um ajuste mais moderado do que o esperado, que projetavam um corte de 50 pontos-base. A decisão refletiu preocupações iniciais com a alta dos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos inflacionários.
Para a reunião atual, a expectativa majoritária segue na mesma linha: 31 dos 35 economistas consultados projetam um novo corte de 25 pontos-base, levando a Selic para 14,50%. Apenas uma minoria aposta em movimentos mais agressivos ou na manutenção da taxa.
O sinal predominante é de continuidade de uma postura prudente por parte do Copom, com comunicação possivelmente reforçando a necessidade de cautela diante da persistência inflacionária — especialmente após a recente deterioração dos núcleos e das expectativas de inflação.
Olhando à frente, o cenário ainda aponta para mais um corte de 25 pontos-base na reunião de junho, segundo a maioria dos participantes de mercado. No entanto, o Banco Central deve evitar qualquer tipo de guidance firme, mantendo flexibilidade diante de um ambiente ainda incerto.
No campo das projeções, as expectativas de inflação continuam pressionadas, com a mediana apontando para 4,86% neste ano e 4% no próximo — níveis acima do centro da meta. Já o crescimento econômico segue relativamente estável, com estimativas de PIB em torno de 1,8% para 2026 e 2027.
Estados Unidos

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam com desempenho misto nesta quarta-feira, refletindo a cautela dos traders diante de um dia decisivo, marcado pela divulgação de resultados das principais empresas de tecnologia e pela reunião do Federal Reserve.
O foco do mercado está nos balanços de gigantes como Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet, que serão divulgados após o fechamento. Os números serão determinantes para avaliar a sustentabilidade dos elevados investimentos em inteligência artificial — principal motor recente da valorização das ações de tecnologia.
O sentimento, no entanto, sofreu leve deterioração após reportagem do Wall Street Journal indicar que a OpenAI não atingiu suas metas internas de usuários e receita, reacendendo dúvidas sobre o retorno dos pesados aportes no setor.
“Após a forte valorização das ações de tecnologia, as preocupações com avaliação e retorno voltam ao radar. Esse tipo de notícia (OpenAI) pode servir como gatilho para realização de lucros”, avaliou Kyle Rodda, analista da Capital.com.
No campo da política monetária, a reunião do Federal Reserve também concentra atenções. A expectativa majoritária é de manutenção das taxas de juros, mas o mercado buscará sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária, especialmente em um contexto de inflação pressionada e riscos geopolíticos persistentes.
A reunião ganha contornos adicionais por poder marcar a última coletiva de Jerome Powell como presidente do Fed. No cenário político, o senador republicano Thom Tillis retirou sua objeção à nomeação de Kevin Warsh — indicado por Donald Trump para suceder Powell — após o encerramento de uma investigação envolvendo o atual presidente da instituição.
Analistas alertam que o tom do Fed pode surpreender. “Existe o risco de Powell adotar uma postura mais dura, especialmente considerando o contexto inflacionário e as incertezas externas”, destacou Francesco Pesole, estrategista da ING.
No front geopolítico, o impasse entre Estados Unidos e Irã segue sem solução clara. A proposta mais recente de Teerã sugere adiar as discussões sobre seu programa nuclear até o fim do conflito e a resolução das disputas marítimas, mas foi recebida com insatisfação por Washington.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — operam em queda nesta quarta-feira, refletindo um ambiente de cautela diante de uma agenda carregada de balanços corporativos e da persistente incerteza geopolítica envolvendo o impasse entre Estados Unidos e Irã.
O índice Euro Stoxx 50
EURO50 recua cerca de 0,5%, enquanto o DAX
GER40, da Alemanha, cai 0,3%. Já o FTSE 100
UK100, do Reino Unido, apresenta desempenho mais fraco, com queda próxima de 0,8%.
As bolsas europeias seguem atrás em relação aos mercados globais, permanecendo cerca de 5% abaixo dos níveis pré-guerra. A principal razão continua sendo a maior sensibilidade da região ao choque energético, em função da forte dependência de importações de petróleo — especialmente em um cenário em que o Brent volta a operar acima de US$ 113 por barril.
Segundo Marija Veitmane, da State Street, o mercado tem penalizado a Europa mesmo diante de resultados corporativos sólidos, já que os riscos macroeconômicos — sobretudo ligados à energia — continuam sendo o principal fator de precificação.
Nesse contexto, o setor de energia lidera os ganhos do dia, com alta de cerca de 0,5%, beneficiado diretamente pela valorização do petróleo.
Por outro lado, o setor de saúde apresenta desempenho negativo, mesmo com números robustos. A GSK recua 1,7%, enquanto a AstraZeneca perde cerca de 1%, refletindo realização de lucros apesar de resultados acima do esperado.
No setor financeiro, o desempenho é misto. O UBS avança 4,4% após divulgar lucro líquido acima das projeções, enquanto o Deutsche Bank cai 2,2%, mesmo reportando o maior lucro de sua história.
Entre os destaques positivos, a Adidas dispara 6,3%, impulsionada por um resultado operacional do primeiro trimestre superior às expectativas.
No radar macroeconômico, os traders já se posicionam para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, que acontecem na quinta-feira. A expectativa predominante é de manutenção das taxas de juros, mas o foco estará nas sinalizações sobre inflação e crescimento em um ambiente ainda pressionado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio.
Ásia/Pacífico

Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico apresentaram desempenho misto nesta quarta-feira, acompanhando o tom mais fraco de Wall Street, enquanto os traders avaliavam novos desdobramentos envolvendo a OPEP e sinais de fragilidade no setor de tecnologia.
No campo energético, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP a partir de 1º de maio representa um golpe relevante para o cartel, que coordena a produção entre alguns dos maiores exportadores de petróleo do mundo. A saída levanta questionamentos sobre a coesão do grupo e pode aumentar a volatilidade nos preços da commodity.
Já no setor de tecnologia, o sentimento foi impactado por uma reportagem do The Wall Street Journal indicando que a OpenAI não atingiu suas metas internas de receita e crescimento de usuários. Segundo o relatório, a CFO Sarah Friar demonstrou preocupação com a capacidade da empresa de sustentar seus elevados custos de infraestrutura, especialmente contratos de computação, caso a receita não acelere.
Na região, o desempenho foi heterogêneo. O índice Kospi
KOSPI, da Coreia do Sul, renovou máxima histórica ao avançar 0,75%, impulsionado pela alta de 1,8% nas ações da Samsung Electronics.
Por outro lado, o índice TWSE 50
TW50, de Taiwan, recuou 0,3%, enquanto o Nikkei
NI225, do Japão, permaneceu fechado devido a feriado local.
Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shanghai
000001, Shenzhen
399001, China A50
XIN9 e Hang Seng
HSI — encerraram em alta, recuperando parte das perdas recentes.
Na Austrália, o índice ASX 200
XJO voltou a fechar no campo negativo, com leve queda de 0,3%, refletindo um ambiente ainda cauteloso.
9:00 – BRA – Índice de Preços ao Produtor (IPP)
9:30 – USA – Construção de Casas Novas
9:30 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
10:45 – CAD – Decisão de Taxa de Juros BoC
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Decisão de Taxa de Juros do Fed
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros Selic
Agenda de Autoridades:
11:30 – CAD – Coletiva de Imprensa com o presidente do BoC, Tiff Macklem
15:30 – USA – Coletiva de Imprensa com o presidente do Fed, Jerome Powell
Agenda de Balanços:
Pré-Mercado – BRA – Weg
Pré-Mercado – BRA – Santander
17:00 – USA – Qualcomm
17:01 – USA – Amazon
17:03 – USA – Alphabet (Google)
17:05 – USA – Microsoft
17:05 – USA – Meta
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Banco Central do Brasil (Copom)
O Banco Central do Brasil deve cortar 25 pontos-base na taxa Selic hoje, dando continuidade a um ciclo de afrouxamento monetário conduzido com cautela, em meio ao desafio de equilibrar uma inflação ainda pressionada com sinais de desaceleração da atividade econômica.
Na reunião anterior, o Comitê de Política Monetária surpreendeu parte do mercado ao reduzir a taxa de 15,00% para 14,75%, optando por um ajuste mais moderado do que o esperado, que projetavam um corte de 50 pontos-base. A decisão refletiu preocupações iniciais com a alta dos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos inflacionários.
Para a reunião atual, a expectativa majoritária segue na mesma linha: 31 dos 35 economistas consultados projetam um novo corte de 25 pontos-base, levando a Selic para 14,50%. Apenas uma minoria aposta em movimentos mais agressivos ou na manutenção da taxa.
O sinal predominante é de continuidade de uma postura prudente por parte do Copom, com comunicação possivelmente reforçando a necessidade de cautela diante da persistência inflacionária — especialmente após a recente deterioração dos núcleos e das expectativas de inflação.
Olhando à frente, o cenário ainda aponta para mais um corte de 25 pontos-base na reunião de junho, segundo a maioria dos participantes de mercado. No entanto, o Banco Central deve evitar qualquer tipo de guidance firme, mantendo flexibilidade diante de um ambiente ainda incerto.
No campo das projeções, as expectativas de inflação continuam pressionadas, com a mediana apontando para 4,86% neste ano e 4% no próximo — níveis acima do centro da meta. Já o crescimento econômico segue relativamente estável, com estimativas de PIB em torno de 1,8% para 2026 e 2027.
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
O foco do mercado está nos balanços de gigantes como Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet, que serão divulgados após o fechamento. Os números serão determinantes para avaliar a sustentabilidade dos elevados investimentos em inteligência artificial — principal motor recente da valorização das ações de tecnologia.
O sentimento, no entanto, sofreu leve deterioração após reportagem do Wall Street Journal indicar que a OpenAI não atingiu suas metas internas de usuários e receita, reacendendo dúvidas sobre o retorno dos pesados aportes no setor.
“Após a forte valorização das ações de tecnologia, as preocupações com avaliação e retorno voltam ao radar. Esse tipo de notícia (OpenAI) pode servir como gatilho para realização de lucros”, avaliou Kyle Rodda, analista da Capital.com.
No campo da política monetária, a reunião do Federal Reserve também concentra atenções. A expectativa majoritária é de manutenção das taxas de juros, mas o mercado buscará sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária, especialmente em um contexto de inflação pressionada e riscos geopolíticos persistentes.
A reunião ganha contornos adicionais por poder marcar a última coletiva de Jerome Powell como presidente do Fed. No cenário político, o senador republicano Thom Tillis retirou sua objeção à nomeação de Kevin Warsh — indicado por Donald Trump para suceder Powell — após o encerramento de uma investigação envolvendo o atual presidente da instituição.
Analistas alertam que o tom do Fed pode surpreender. “Existe o risco de Powell adotar uma postura mais dura, especialmente considerando o contexto inflacionário e as incertezas externas”, destacou Francesco Pesole, estrategista da ING.
No front geopolítico, o impasse entre Estados Unidos e Irã segue sem solução clara. A proposta mais recente de Teerã sugere adiar as discussões sobre seu programa nuclear até o fim do conflito e a resolução das disputas marítimas, mas foi recebida com insatisfação por Washington.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
O índice Euro Stoxx 50
As bolsas europeias seguem atrás em relação aos mercados globais, permanecendo cerca de 5% abaixo dos níveis pré-guerra. A principal razão continua sendo a maior sensibilidade da região ao choque energético, em função da forte dependência de importações de petróleo — especialmente em um cenário em que o Brent volta a operar acima de US$ 113 por barril.
Segundo Marija Veitmane, da State Street, o mercado tem penalizado a Europa mesmo diante de resultados corporativos sólidos, já que os riscos macroeconômicos — sobretudo ligados à energia — continuam sendo o principal fator de precificação.
Nesse contexto, o setor de energia lidera os ganhos do dia, com alta de cerca de 0,5%, beneficiado diretamente pela valorização do petróleo.
Por outro lado, o setor de saúde apresenta desempenho negativo, mesmo com números robustos. A GSK recua 1,7%, enquanto a AstraZeneca perde cerca de 1%, refletindo realização de lucros apesar de resultados acima do esperado.
No setor financeiro, o desempenho é misto. O UBS avança 4,4% após divulgar lucro líquido acima das projeções, enquanto o Deutsche Bank cai 2,2%, mesmo reportando o maior lucro de sua história.
Entre os destaques positivos, a Adidas dispara 6,3%, impulsionada por um resultado operacional do primeiro trimestre superior às expectativas.
No radar macroeconômico, os traders já se posicionam para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, que acontecem na quinta-feira. A expectativa predominante é de manutenção das taxas de juros, mas o foco estará nas sinalizações sobre inflação e crescimento em um ambiente ainda pressionado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio.
Ásia/Pacífico
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No campo energético, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP a partir de 1º de maio representa um golpe relevante para o cartel, que coordena a produção entre alguns dos maiores exportadores de petróleo do mundo. A saída levanta questionamentos sobre a coesão do grupo e pode aumentar a volatilidade nos preços da commodity.
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Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shanghai
Na Austrália, o índice ASX 200
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