Morning Call - 20/04/2026 - Estreito de Ormuz Fechado!

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8:25 – BRA – Boletim Focus


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLK2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — recuam de forma moderada nesta segunda-feira, em um movimento de realização de lucros após a forte alta registrada na semana passada, quando Wall Street renovou máximas históricas.

A correção ocorre em meio à deterioração do cenário geopolítico, com a redução das expectativas de um acordo rápido entre Estados Unidos e Irã. O fechamento novamente do Estreito de Ormuz por Teerã, após sua breve reabertura na sexta-feira, reacendeu preocupações sobre a continuidade do conflito e seus impactos sobre o fornecimento global de energia.

O otimismo observado no fim da semana passada — que levou o S&P 500 e o Nasdaq a recordes consecutivos e ao melhor desempenho semanal desde maio — perdeu força após os EUA informarem a apreensão de um navio cargueiro iraniano, episódio que elevou as tensões e levou o Irã a endurecer sua postura.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que não há planos para uma nova rodada de negociações, destacando que o bloqueio prejudicou o avanço diplomático e que persistem divergências significativas, especialmente em relação ao programa nuclear do país.

No mercado de commodities, os preços do petróleo voltam a subir, chegando a avançar cerca de 6% na sessão, o que impulsiona as ações do setor energético no pré-mercado. Papéis de Exxon Mobil e Chevron sobem cerca de 2% e 1,9%, respectivamente, enquanto a Occidental Petroleum avança aproximadamente 2,5%.

Para Mohit Kumar, economista da Jefferies, o cenário ainda comporta volatilidade no curto prazo. “Não se pode descartar uma escalada tática para ganho de poder de barganha nas negociações. Ainda assim, acreditamos que há incentivos para ambas as partes buscarem um acordo, dado o custo crescente do conflito”, afirmou.

Apesar da piora no noticiário, o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIKJ2026 permanece relativamente contido, próximo dos 20,5 pontos, indicando que a demanda por proteção segue moderada.

Entre os índices, os contratos futuros ligados ao Russell 2000 recuam cerca de 0,7%, após o índice de small caps ter atingido máxima histórica na sexta-feira, refletindo maior sensibilidade desse segmento a mudanças no apetite por risco.

No campo corporativo, a temporada de resultados segue no radar, com investidores atentos aos impactos do conflito sobre lucros, margens e perspectivas econômicas mais amplas.

O cenário indica um início de semana marcado por ajuste e cautela, com os mercados equilibrando ganhos recentes com riscos renovados no campo geopolítico.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam em queda nesta segunda-feira, pressionados pela deterioração do cenário geopolítico após novos sinais de fragilidade no cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

O movimento reflete a crescente preocupação dos traders depois que Washington anunciou a apreensão de um navio cargueiro iraniano que teria tentado furar o bloqueio naval, enquanto Teerã prometeu retaliar, elevando o risco de uma retomada das hostilidades.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 recua cerca de 1,4%, com perdas disseminadas pelos principais mercados da região. O CAC 40 FRA40, da França, e o DAX GER40, da Alemanha, caem 1,1% e 1,5%, respectivamente.

A sessão marca uma reversão relevante em relação ao otimismo observado na sexta-feira, quando os índices avançaram mais de 1% e registraram a quarta semana consecutiva de ganhos, após o anúncio de abertura do Estreito de Ormuz por parte do Irã.

Ainda assim, o mercado europeu segue sem conseguir recuperar integralmente as perdas acumuladas desde o início do conflito, no fim de fevereiro, ficando atrás de seus pares americanos. O principal fator de pressão continua sendo o impacto dos preços elevados de energia sobre economias fortemente dependentes de importações.

No cenário atual, os Estados Unidos mantêm o bloqueio aos portos iranianos, enquanto o Irã restringe a passagem pelo Estreito de Ormuz, mantendo elevada a incerteza sobre o fluxo global de petróleo.

Entre os setores da bolsa, o segmento de energia lidera os ganhos, com alta de cerca de 1,7%, impulsionado pela valorização do petróleo. As petrolíferas BP, Shell e TotalEnergies avançam entre 2,5% e 3,1%.

Na direção oposta, o setor de viagens e lazer é o principal destaque negativo, com queda de 2,5%, refletindo o impacto direto do aumento dos custos de combustível e da piora nas perspectivas de mobilidade. Ações de companhias aéreas como easyJet, Lufthansa, Ryanair e IAG recuam entre 3,1% e 4%.

Os setores bancário e automotivo também apresentam perdas relevantes, com quedas de cerca de 2,3%, enquanto o segmento de luxo recua aproximadamente 2,2%, pressionado por um ambiente de maior aversão ao risco e possível desaceleração da demanda global.

Entre os destaques corporativos, a Renishaw avança 6,7% após elevar suas projeções de receita e lucro para 2026, sinalizando resiliência operacional. Por outro lado, a Loomis lidera as perdas ao cair cerca de 6%, após ter sua recomendação rebaixada pelo Goldman Sachs de “compra” para “neutra”.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram a semana com ganhos moderados, em meio a um cenário de cautela crescente diante dos sinais de fragilidade no cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

As tensões voltaram ao radar após a apreensão, por parte dos EUA, de um navio cargueiro iraniano que teria tentado furar o bloqueio naval, elevando os temores de uma retomada das hostilidades. O Irã respondeu afirmando que poderá retaliar e sinalizou que não participará de uma nova rodada de negociações prevista antes do fim da trégua de duas semanas.

No mercado de energia, a volatilidade voltou a se intensificar. Após os preços do petróleo despencarem cerca de 9% na sexta-feira — na maior queda diária desde meados de abril — com o anúncio iraniano de liberação temporária do tráfego pelo Estreito de Ormuz, os preços do petróleo voltaram a subir mais de 6% no início desta segunda-feira, refletindo o aumento das incertezas.

Apesar do anúncio de “abertura total”, relatos indicam que o fluxo segue comprometido. “Em menos de 24 horas após a liberação, já havia petroleiros sendo alvejados. Os fundamentos continuam se deteriorando, com até 11 milhões de barris por dia ainda impactados”, afirmou June Goh, analista da Sparta Commodities.

A desconexão entre o otimismo dos mercados financeiros e a deterioração do mercado físico também foi destacada por analistas. “Enquanto os ativos financeiros reagem a expectativas de negociação, os fluxos reais de petróleo seguem limitados, com maiores custos logísticos e de seguro”, observou Bjarne Schieldrop, da SEB Research.

Dados mostram que mais de 20 embarcações cruzaram o estreito no sábado — o maior volume desde o início de março —, transportando petróleo, gás liquefeito, metais e fertilizantes, ainda que em um ambiente de risco elevado.

Nesse contexto, os principais índices da região — Kospi KOSPI, Nikkei NI225, Shenzhen 399001, China A50 XIN9, Shanghai 000001, Hang Seng HSI, TWSE 50 TW50 e ASX 200 XJO — registraram ganhos modestos, variando entre 0,1% e 0,8%, refletindo um equilíbrio entre otimismo cauteloso e riscos persistentes.

No noticiário corporativo, a sul-coreana SK Hynix se destacou entre as altas, com avanço superior a 3%, após anunciar o início da produção em massa de memórias avançadas para servidores de inteligência artificial, desenvolvidas para a nova plataforma da Nvidia.

Já no campo monetário, a China manteve suas taxas de referência inalteradas pelo 11º mês consecutivo, em 3% para empréstimos de um ano e 3,5% para cinco anos, sinalizando uma postura de estabilidade depois que o PIB surpreendeu positivamente o mercado na última semana.

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