Morning Call - 08/05/2026 - AIE pode Liberar mais Petróleo!

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Agenda de Indicadores:
9:30 – USA – Relatório de Emprego Não-Agrícola Payroll
9:30 – USA – Ganho Salarial Médio por Hora
9:30 – USA – Taxa de Desemprego
11:00 – USA – Uni. Michigan: Expectativa de Inflação de 1 e 5 anos
11:00 – USA – Uni. Michigan: Confiança do Consumidor
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta

Agenda de Autoridades:
14:00 – USA – Neel Kashkari, do Fed de Minneapolis (Vota), participa de um bate-papo informal antes da Cúpula de CEOs Invest UP 2026
15:05 – USA – Beth Hammack, do Fed de Cleveland (Vota), discursa sobre "Noções básicas do Fed e políticas" em um bate-papo informal antes da Cúpula de CEOs de Ohio 2026: "Planos para uma Liderança Ousada"
16:30 – USA – John Williams, do Fed de Nova York (Vota), participa de um debate moderado organizado pelo Hudson Valley Pattern for Progress, em Newburgh, Nova York


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLM2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — seguem sustentados por um forte movimento de recuperação, com o S&P 500 acumulando alta superior a 15% desde as mínimas registradas no fim de março.

O principal motor desse movimento continua sendo a temporada de balanços corporativos mais forte dos Estados Unidos em mais de quatro anos, somada à redução parcial das preocupações com os impactos econômicos mais severos da guerra entre EUA e Irã.

Além disso, o mercado segue sendo impulsionado pelo forte fluxo comprador ligado ao receio de muitos traders de ficarem de fora da recuperação.

“Observamos essa recuperação extraordinária enquanto os mercados tentaram se concentrar apenas nos fatores positivos”, afirmou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado do Man Group.

Apesar do otimismo, o cenário geopolítico continua sendo acompanhado de perto por Wall Street, especialmente diante das incertezas envolvendo o Oriente Médio e o Estreito de Ormuz.

Segundo Michael Arone, da State Street Investment Management, “o progresso contínuo rumo a uma resolução da guerra entre os EUA e o Irã continuará sendo uma das principais preocupações dos traders. Será importante observar a movimentação de navios no Estreito de Ormuz”.

A expectativa também cresce em torno do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim na próxima semana. O mercado acompanhará atentamente discussões envolvendo tecnologia, terras raras e comércio internacional.

No campo corporativo, embora a temporada de resultados esteja entrando em sua reta final, os balanços continuam sendo um dos principais catalisadores do mercado.

Entre os próximos destaques estão os resultados da Cisco e da Applied Materials, enquanto gigantes como Nvidia e Walmart ainda divulgarão seus números nas próximas semanas.

Até o momento, os lucros das empresas do S&P 500 caminham para um crescimento de aproximadamente 28% no trimestre, impulsionados principalmente pelos investimentos ligados à inteligência artificial.

Os gastos massivos em IA continuam beneficiando empresas de semicondutores, infraestrutura, computação em nuvem e data centers, sustentando parte relevante da recuperação dos índices americanos.

Segundo Michael Arone, “os temores de que as tarifas ou o choque nos preços do petróleo corroessem as margens das empresas ainda não se materializaram. Os lucros continuam sendo a força vital dessa recuperação”.


Relatório Payroll

A folha de pagamentos nos Estados Unidos provavelmente desacelerou em abril, enquanto os salários continuaram avançando em ritmo mais forte e a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,3%.

O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho deve mostrar criação de cerca de 62 mil vagas no payroll não agrícola em abril, após os 178 mil postos registrados em março. As estimativas, no entanto, seguem bastante dispersas, variando entre perda de 15 mil vagas e geração de até 150 mil empregos.

O mercado de trabalho americano permanece preso no que economistas têm chamado de ambiente de “contratação lenta e demissão lenta”, marcado por baixa rotatividade e crescimento moderado da ocupação.

Segundo Joe Brusuelas, da RSM, “não tivemos tempo suficiente para que a guerra afetasse a demanda por mão de obra, que normalmente é determinada meses antes das contratações”.

Além disso, fatores extraordinários continuam contribuindo para a volatilidade dos dados, incluindo questões climáticas, greves, cortes no setor público e mudanças estruturais na força de trabalho decorrentes da política migratória americana.

A média trimestral de geração de empregos ficou em aproximadamente 68 mil vagas no primeiro trimestre, nível ainda compatível com um mercado de trabalho relativamente equilibrado, considerando que economistas estimam que a economia precise criar entre zero e 50 mil empregos mensais para acompanhar o crescimento da população em idade ativa.

Outro ponto de atenção estará nos salários. A expectativa é de que os ganhos médios por hora acelerem para alta mensal de 0,3%, após avanço de 0,2% em março. Na comparação anual, os salários devem voltar a crescer 3,8%, ante 3,5% anteriormente.

Esse movimento tende a reforçar a percepção de que o mercado de trabalho segue resiliente, sustentando a visão de que o Federal Reserve manterá os juros elevados por um período prolongado.

Os mercados já reduzem fortemente as apostas em cortes de juros neste ciclo, especialmente diante da combinação entre inflação persistente, preços elevados da energia e atividade econômica ainda relativamente sólida.

Apesar disso, alguns economistas alertam que a estabilidade do mercado de trabalho pode mascarar fragilidades importantes na economia americana, principalmente entre famílias de renda mais baixa, que sofrem com a inflação elevada e com os preços da gasolina acima de US$ 4,50 por galão.

Segundo Sung Won Sohn, da Universidade Loyola Marymount, “as famílias de baixa renda já estão reduzindo seus gastos. Se as famílias de renda mais alta começarem a agir da mesma forma, a economia pode entrar em dificuldades”.

O relatório desta sexta-feira ganha importância adicional após a recente postura mais cautelosa do Fed, em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio sobre petróleo, inflação e expectativas de juros.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — registram perdas generalizadas nesta sexta-feira, à medida que a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã reduz as expectativas de uma solução diplomática no curto prazo.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 recua cerca de 0,9%, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, perde 1%. Já o FTSE 100 UK100, do Reino Unido, apresenta desempenho relativamente mais resiliente, com queda de 0,4%.

“Mais uma vez, o fluxo de notícias geopolíticas mostrou que o caminho para um acordo duradouro está longe de ser linear. A mentalidade de ‘comprar na baixa’ continua muito presente nos ativos de risco, mas a gestão de risco ainda pesa como tema principal dos mercados”, afirmou Chris Weston, chefe de pesquisa da Pepperstone.

As bolsas europeias seguem particularmente sensíveis às notícias relacionadas ao Oriente Médio devido à forte dependência energética da região, em um momento em que os preços elevados do petróleo ampliam as preocupações com inflação, crescimento econômico e política monetária.

Outro fator que contribui para a deterioração do sentimento foi a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas “muito mais altas” à União Europeia caso os compromissos comerciais acordados não sejam implementados até 4 de julho.

Todos os principais setores operam em baixa nesta manhã, com destaque negativo para os segmentos financeiro e industrial, ambos recuando cerca de 1%.

As ações da Rheinmetall caem 5% após o JP Morgan rebaixar sua recomendação de “overweight” para “neutral”. A empresa alemã de defesa já havia divulgado nesta semana resultados trimestrais abaixo das expectativas do mercado.

No setor aéreo, a IAG, controladora da British Airways, recua 2% após projetar lucro anual inferior ao esperado, pressionado pelo aumento dos custos com combustível de aviação. O subíndice de viagens e lazer cai cerca de 1,2%.

O Commerzbank anunciou planos para eliminar aproximadamente 3 mil postos de trabalho como parte de uma estratégia para elevar a rentabilidade e fortalecer sua defesa contra uma possível aquisição pelo italiano UniCredit. As ações de ambos os bancos operam em queda.

No campo monetário, Isabel Schnabel, do Banco Central Europeu, alertou para os riscos crescentes de inflação associados ao conflito com o Irã e afirmou que o BCE poderá ser obrigado a elevar os juros caso o choque energético continue se agravando.

Atualmente, os mercados já precificam pelo menos três aumentos de juros por parte do BCE nos próximos 12 meses.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, à medida que aumentavam as preocupações com a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, mesmo em meio a um cessar-fogo considerado extremamente frágil pelos investidores.

Estados Unidos e Irã trocaram ataques no Estreito de Ormuz, com ambos os lados atribuindo ao adversário a responsabilidade pela escalada. Apesar disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o cessar-fogo permanece válido, descrevendo os ataques como “apenas um toque de amor”.

Trump também reiterou que o Irã poderá enfrentar novos ataques caso não aceite rapidamente um acordo nuclear. “Assim como os eliminamos novamente hoje, nós os eliminaremos com muito mais força e violência no futuro, se eles não assinarem o acordo, rápido!”, escreveu o presidente americano.

O único grande índice da região a permanecer no campo positivo foi o Kospi KOSPI, da Coreia do Sul, que avançou 0,1%, sustentado principalmente pelas ações de montadoras como Hyundai e Kia, além da fabricante de semicondutores SK Hynix.

Nos demais mercados asiáticos, prevaleceu um movimento de realização e cautela. No Japão, o Nikkei NI225 recuou 0,2%, enquanto em Taiwan o TWSE 50 TW50 perdeu 0,8%.

Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shanghai 000001, Shenzhen 399001, China A50 XIN9 e Hang Seng HSI — oscilaram entre estabilidade e perdas de até 0,9%.

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO apresentou a maior queda da região, recuando 1,5%, pressionado pelo aumento da aversão ao risco e pelas preocupações com inflação e custos de energia.

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