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Estados Unidos

Os CFDs dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam próximos da estabilidade nesta segunda-feira, com o setor de semicondutores ensaiando uma recuperação após a realização de lucros da semana passada, enquanto a queda dos preços do petróleo continua sustentando o apetite por ativos de risco no início do segundo semestre.
Os preços do petróleo permanecem pressionados após a OPEP+ anunciar um novo aumento nas metas de produção. Ao mesmo tempo, a navegação pelo Estreito de Ormuz segue relativamente normal, apesar da ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse cenário contribuiu para reduzir o prêmio de risco embutido nos preços da energia.
Os contratos do petróleo Brent recuam cerca de 0,5%, sendo negociados ao redor de US$ 71,70 por barril, próximos dos menores níveis dos últimos quatro meses.
A combinação entre a queda dos preços da energia e a melhora do sentimento dos investidores favoreceu uma rotação setorial em Wall Street. Após meses de liderança das empresas ligadas à inteligência artificial, setores mais tradicionais, como saúde, indústria e financeiro, passaram a apresentar desempenho superior, reforçando a percepção de que a recuperação do mercado está se tornando mais ampla e menos concentrada nas gigantes de tecnologia.
Ainda assim, o segmento de semicondutores volta a mostrar sinais de estabilização. No pré-mercado, as fabricantes de chips de memória Western Digital, Seagate Technology e Micron Technology avançam 5,5%, 4,4% e 3,4%, respectivamente, recuperando parte das perdas recentes.
No campo macroeconômico, a política monetária do Federal Reserve continua no centro das atenções. Após um relatório de emprego mais fraco do que o esperado na última semana, os investidores reduziram ligeiramente as apostas em novas altas dos juros nos Estados Unidos.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado atribui agora 24% de probabilidade de uma elevação de 25 pontos-base na reunião de 29 de julho, abaixo dos cerca de 30% observados uma semana antes. Para a reunião de setembro, a probabilidade caiu para aproximadamente 44%, ante 48,3% na semana passada.
Mesmo com essa redução nas expectativas, o mercado continua avaliando uma postura mais restritiva do banco central desde a última reunião do FOMC, a primeira sob a presidência de Kevin Warsh.
A divulgação da ata dessa reunião, prevista para quarta-feira, será acompanhada de perto pelos investidores em busca de detalhes sobre o debate interno do comitê, especialmente em relação ao impacto da queda dos preços da energia sobre a inflação e ao grau de consenso entre os dirigentes quanto aos próximos passos da política monetária.
A temporada de balanços do segundo trimestre também começa a ganhar protagonismo. Os resultados corporativos serão determinantes para avaliar se o forte ciclo de investimentos em inteligência artificial continua sustentando o crescimento dos lucros. Nesta semana, Delta Air Lines e PepsiCo estarão entre as primeiras grandes companhias a divulgar seus números.
Na agenda de autoridades monetárias, o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, participa de um evento em Roma ainda nesta segunda-feira. Na quinta-feira, será a vez do presidente do Fed de Nova York, John Williams, enquanto Kevin Warsh prestará depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes na próxima semana.
Entre os indicadores econômicos, o destaque do dia será a divulgação do ISM de Serviços. A expectativa do mercado é de uma leve desaceleração do índice para 54 pontos, nível que ainda indica expansão da atividade e que poderá oferecer novas pistas sobre o ritmo da economia americana em uma semana de agenda relativamente esvaziada.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — operam sem direção única nesta segunda-feira, com parte dos mercados renovando máximas históricas após o forte desempenho registrado na semana anterior. O Euro Stoxx 50
EURO50, da zona do euro, o DAX
GER40, da Alemanha, e o SMI
SWI20, da Suíça, atingiram novos recordes intradiários.
A recuperação das bolsas europeias ganhou força nas últimas semanas à medida que a alta deixou de ficar concentrada nas empresas de tecnologia e passou a incluir setores mais cíclicos, como indústria, bancos e consumo. A redução das tensões no Oriente Médio, acompanhada pela queda dos preços do petróleo, também favoreceu uma maior disposição dos traders em assumir risco.
Com o início da temporada de balanços se aproximando, a atenção do mercado passa a se concentrar nos resultados corporativos do segundo trimestre, que deverão oferecer um teste importante para as elevadas expectativas em torno da inteligência artificial.
Para Mohit Kumar, economista da Jefferies, a temporada de resultados será determinante para confirmar se o forte ciclo de investimentos em IA continua sustentado pelos fundamentos.
"Os traders questionam se os elevados investimentos em inteligência artificial serão capazes de gerar o retorno esperado ou se o setor já apresenta sinais de excesso de capacidade. Nossa visão permanece construtiva. Enquanto os investimentos continuarem avançando, as empresas ligadas à IA tendem a seguir apresentando desempenho superior."
Entre os destaques corporativos, as ações da easyJet dispararam 10% depois que a companhia aérea britânica confirmou ter aceitado, em princípio, uma oferta de aquisição revisada da gestora americana Castlelake, que avalia a empresa em até US$ 7,34 bilhões.
O setor de defesa também figurou entre os destaques positivos do pregão, avançando 1,3%. O movimento reflete a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que mantém elevadas as expectativas de aumento dos gastos militares na Europa e sustenta o interesse pelas empresas do segmento.
Na agenda macroeconômica, os dados mostraram que as vendas no varejo da zona do euro cresceram 1,6% na comparação anual, ligeiramente acima da expectativa de 1,5%, indicando resiliência do consumo. Ao mesmo tempo, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acelerou de 5,0% para 5,9% em doze meses, reforçando a percepção de que as pressões inflacionárias ainda permanecem elevadas.
Diante desse cenário, o mercado continua precificando pelo menos mais uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros do Banco Central Europeu até o final do ano, à medida que a instituição busca assegurar a convergência da inflação para sua meta de 2%.
Entre outras movimentações, a Airbus avançou 1,3% após informações de fontes do setor indicarem que a fabricante estabeleceu uma meta interna de 900 entregas de aeronaves em 2026. A projeção supera a estimativa oficial atualmente divulgada pela empresa, de 870 aeronaves.
As ações da Ferrari subiram 2,8% após a montadora anunciar uma edição limitada de um novo modelo equipado com motor V12 e câmbio manual, iniciativa que foi bem recebida pelos investidores depois da reação negativa ao lançamento de seu primeiro veículo totalmente elétrico no início deste ano.
No setor financeiro, o JPMorgan elevou sua recomendação para as ações gregas de "neutra" para "acima da média do mercado", citando a expectativa de que a inclusão de novos papéis do país nos índices STOXX possa atrair aproximadamente US$ 1 bilhão em fluxos internacionais ao longo deste ano.
Ásia/Pacífico

Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram a semana majoritariamente em baixa, refletindo um movimento global de rotação de carteiras. Após o forte desempenho das ações ligadas à inteligência artificial no segundo trimestre, traders realizaram parte dos lucros no setor de tecnologia e aumentaram a exposição a segmentos mais tradicionais, como financeiro, consumo e commodities.
Na China continental, o índice Shanghai
000001 encerrou próximo da estabilidade, enquanto o Shenzhen
399001 recuou mais de 1%. Já o China A50
XIN9 avançou 0,3%.
O mercado também reagiu à entrada em vigor de novas regras para negociação de ações. As mudanças incluem a introdução de mecanismos de formação de mercado no segmento ChiNext, da Bolsa de Shenzhen, além do aprimoramento das regras para negociações em bloco. Paralelamente, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China propôs alterações destinadas a facilitar o refinanciamento de dívidas por empresas listadas, em mais uma iniciativa para fortalecer o mercado de capitais do país.
Em Hong Kong, o Hang Seng
HSI destoou do restante da região ao subir 1,1%, interrompendo uma sequência de semanas de perdas. O avanço foi impulsionado por novas medidas regulatórias voltadas ao fortalecimento das empresas listadas e ao aumento da liquidez do mercado.
Na Coreia do Sul, o Kospi
KOSPI recuou 0,5%, pressionado pelo setor de semicondutores. A SK Hynix caiu 3,4%, em meio aos preparativos para sua listagem de American Depositary Receipts (ADRs) na Nasdaq, em uma operação estimada em US$ 29 bilhões.
Na direção oposta, a Samsung Electronics avançou 2,8%, antes da divulgação de seus resultados do segundo trimestre. O consenso de mercado aponta para um lucro operacional cerca de 18 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, refletindo a forte demanda por chips de memória de alta largura de banda utilizados em aplicações de inteligência artificial, que continua sustentando preços elevados e um ambiente de oferta restrita.
No Japão, o Nikkei 225
NI225 encerrou praticamente estável. O mercado acompanhou a nova desvalorização do iene frente ao dólar, movimento que voltou a alimentar especulações sobre uma possível intervenção das autoridades japonesas no mercado cambial. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos públicos japoneses seguiram em alta, com o papel de dez anos atingindo o maior nível desde outubro de 1996.
Em Taiwan, o TWSE 50
TW50 recuou 1,2%, pressionado pela realização de lucros nas empresas de tecnologia. O desempenho negativo do setor prevaleceu mesmo com a alta das ações da TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo.
Na Austrália, o ASX 200
XJO caiu 0,2%, com perdas concentradas nos setores financeiro e de mineração, refletindo o movimento mais amplo de redução de exposição aos ativos cíclicos da região.
8:25 – BRA – Boletim Focus
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Brasil
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Estados Unidos
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Os preços do petróleo permanecem pressionados após a OPEP+ anunciar um novo aumento nas metas de produção. Ao mesmo tempo, a navegação pelo Estreito de Ormuz segue relativamente normal, apesar da ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse cenário contribuiu para reduzir o prêmio de risco embutido nos preços da energia.
Os contratos do petróleo Brent recuam cerca de 0,5%, sendo negociados ao redor de US$ 71,70 por barril, próximos dos menores níveis dos últimos quatro meses.
A combinação entre a queda dos preços da energia e a melhora do sentimento dos investidores favoreceu uma rotação setorial em Wall Street. Após meses de liderança das empresas ligadas à inteligência artificial, setores mais tradicionais, como saúde, indústria e financeiro, passaram a apresentar desempenho superior, reforçando a percepção de que a recuperação do mercado está se tornando mais ampla e menos concentrada nas gigantes de tecnologia.
Ainda assim, o segmento de semicondutores volta a mostrar sinais de estabilização. No pré-mercado, as fabricantes de chips de memória Western Digital, Seagate Technology e Micron Technology avançam 5,5%, 4,4% e 3,4%, respectivamente, recuperando parte das perdas recentes.
No campo macroeconômico, a política monetária do Federal Reserve continua no centro das atenções. Após um relatório de emprego mais fraco do que o esperado na última semana, os investidores reduziram ligeiramente as apostas em novas altas dos juros nos Estados Unidos.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado atribui agora 24% de probabilidade de uma elevação de 25 pontos-base na reunião de 29 de julho, abaixo dos cerca de 30% observados uma semana antes. Para a reunião de setembro, a probabilidade caiu para aproximadamente 44%, ante 48,3% na semana passada.
Mesmo com essa redução nas expectativas, o mercado continua avaliando uma postura mais restritiva do banco central desde a última reunião do FOMC, a primeira sob a presidência de Kevin Warsh.
A divulgação da ata dessa reunião, prevista para quarta-feira, será acompanhada de perto pelos investidores em busca de detalhes sobre o debate interno do comitê, especialmente em relação ao impacto da queda dos preços da energia sobre a inflação e ao grau de consenso entre os dirigentes quanto aos próximos passos da política monetária.
A temporada de balanços do segundo trimestre também começa a ganhar protagonismo. Os resultados corporativos serão determinantes para avaliar se o forte ciclo de investimentos em inteligência artificial continua sustentando o crescimento dos lucros. Nesta semana, Delta Air Lines e PepsiCo estarão entre as primeiras grandes companhias a divulgar seus números.
Na agenda de autoridades monetárias, o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, participa de um evento em Roma ainda nesta segunda-feira. Na quinta-feira, será a vez do presidente do Fed de Nova York, John Williams, enquanto Kevin Warsh prestará depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes na próxima semana.
Entre os indicadores econômicos, o destaque do dia será a divulgação do ISM de Serviços. A expectativa do mercado é de uma leve desaceleração do índice para 54 pontos, nível que ainda indica expansão da atividade e que poderá oferecer novas pistas sobre o ritmo da economia americana em uma semana de agenda relativamente esvaziada.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
A recuperação das bolsas europeias ganhou força nas últimas semanas à medida que a alta deixou de ficar concentrada nas empresas de tecnologia e passou a incluir setores mais cíclicos, como indústria, bancos e consumo. A redução das tensões no Oriente Médio, acompanhada pela queda dos preços do petróleo, também favoreceu uma maior disposição dos traders em assumir risco.
Com o início da temporada de balanços se aproximando, a atenção do mercado passa a se concentrar nos resultados corporativos do segundo trimestre, que deverão oferecer um teste importante para as elevadas expectativas em torno da inteligência artificial.
Para Mohit Kumar, economista da Jefferies, a temporada de resultados será determinante para confirmar se o forte ciclo de investimentos em IA continua sustentado pelos fundamentos.
"Os traders questionam se os elevados investimentos em inteligência artificial serão capazes de gerar o retorno esperado ou se o setor já apresenta sinais de excesso de capacidade. Nossa visão permanece construtiva. Enquanto os investimentos continuarem avançando, as empresas ligadas à IA tendem a seguir apresentando desempenho superior."
Entre os destaques corporativos, as ações da easyJet dispararam 10% depois que a companhia aérea britânica confirmou ter aceitado, em princípio, uma oferta de aquisição revisada da gestora americana Castlelake, que avalia a empresa em até US$ 7,34 bilhões.
O setor de defesa também figurou entre os destaques positivos do pregão, avançando 1,3%. O movimento reflete a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que mantém elevadas as expectativas de aumento dos gastos militares na Europa e sustenta o interesse pelas empresas do segmento.
Na agenda macroeconômica, os dados mostraram que as vendas no varejo da zona do euro cresceram 1,6% na comparação anual, ligeiramente acima da expectativa de 1,5%, indicando resiliência do consumo. Ao mesmo tempo, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acelerou de 5,0% para 5,9% em doze meses, reforçando a percepção de que as pressões inflacionárias ainda permanecem elevadas.
Diante desse cenário, o mercado continua precificando pelo menos mais uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros do Banco Central Europeu até o final do ano, à medida que a instituição busca assegurar a convergência da inflação para sua meta de 2%.
Entre outras movimentações, a Airbus avançou 1,3% após informações de fontes do setor indicarem que a fabricante estabeleceu uma meta interna de 900 entregas de aeronaves em 2026. A projeção supera a estimativa oficial atualmente divulgada pela empresa, de 870 aeronaves.
As ações da Ferrari subiram 2,8% após a montadora anunciar uma edição limitada de um novo modelo equipado com motor V12 e câmbio manual, iniciativa que foi bem recebida pelos investidores depois da reação negativa ao lançamento de seu primeiro veículo totalmente elétrico no início deste ano.
No setor financeiro, o JPMorgan elevou sua recomendação para as ações gregas de "neutra" para "acima da média do mercado", citando a expectativa de que a inclusão de novos papéis do país nos índices STOXX possa atrair aproximadamente US$ 1 bilhão em fluxos internacionais ao longo deste ano.
Ásia/Pacífico
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No Japão, o Nikkei 225
Em Taiwan, o TWSE 50
Na Austrália, o ASX 200
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