Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Vendas no Varejo
9:30 – USA – Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE)
9:30 – USA – Renda e Gastos Pessoais
9:30 – USA – PIB do 4º Trimestre
9:30 – USA – PCE do 4º Trimestre (Deflator do PIB)
9:30 – USA – Pedidos por Seguro-Desemprego
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
13:00 – USA – Relatório Wasde
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 30 anos
Brasil

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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
Estados Unidos

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam em leve queda nesta quinta-feira, após os ganhos registrados na sessão anterior, à medida que traders reavaliam os riscos diante de sinais de fragilidade no cessar-fogo no Oriente Médio.
O ambiente permanece marcado por incertezas geopolíticas, com o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXH2026 estável na região dos 22 pontos, indicando que a demanda por proteção segue presente, ainda que sem sinais de estresse mais agudo.
Analistas da BCA Research avaliam que, embora o pico da crise possa ter ficado para trás, ainda é prematuro adotar uma postura mais agressiva em ativos de risco. “Os mercados parecem precificar um cenário mais benigno, mas o contexto ainda exige cautela”, destacaram.
A dinâmica no Estreito de Ormuz segue como variável central para os mercados. A normalização — ou não — do fluxo de petróleo pela região será determinante para validar a trégua. Mesmo com a continuidade de episódios isolados de conflito, ativos de risco podem seguir sustentados caso haja sinais concretos de reabertura da rota energética.
No campo macroeconômico, a atenção se volta para a divulgação dos dados de gastos com consumo pessoal (PCE) de fevereiro, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve. A expectativa é de manutenção em 2,8% na base anual. Também será acompanhada a leitura final do PIB do quarto trimestre.
Já na sexta-feira, o foco recai sobre o índice de preços ao consumidor (IPC) de março, que deve oferecer evidências mais claras sobre o impacto da alta dos preços de energia na inflação.
No mercado monetário, observa-se uma mudança relevante nas expectativas de política monetária. As apostas em cortes de juros diminuíram significativamente, com apenas cerca de 30% de probabilidade de uma redução de 25 pontos-base até o final de 2026, ante 56% no dia anterior.
A ata da reunião de março do Federal Reserve reforçou esse cenário mais restritivo, ao indicar que um número crescente de dirigentes considera a possibilidade de novas altas de juros, diante de uma inflação ainda acima da meta de 2%, pressionada, em parte, pelos efeitos do conflito sobre os preços de energia.
"O comitê concordou amplamente que era muito cedo para agir, sugerindo que o Fed provavelmente manterá a taxa de juros inalterada este ano, em linha com nossa visão", disseram analistas do JPMorgan em nota.
O quadro geral aponta para um mercado em compasso de espera, equilibrando sinais de alívio geopolítico com riscos persistentes para a inflação e a política monetária.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — recuam nesta quinta-feira, em um movimento de correção após a forte alta registrada na véspera, quando os mercados tiveram seu melhor desempenho em mais de quatro anos.
A perda de fôlego reflete a cautela dos investidores quanto à sustentabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, diante de sinais de que a trégua permanece frágil e sujeita a rupturas. O alívio inicial, sustentado pela expectativa de normalização do fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz, deu lugar a uma reavaliação de riscos.
O otimismo se dissipou rapidamente após a continuidade das operações militares de Israel no Líbano, levando o Irã a classificar como “irrazoável” a continuidade das negociações por um acordo de paz duradouro nesse contexto. Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a alertar para a possibilidade de escalada significativa dos combates caso Teerã não cumpra as exigências estabelecidas.
“A volatilidade permanece controlada, mas há uma clara devolução parcial dos ganhos recentes, à medida que persistem as incertezas sobre a segurança do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz”, afirmou Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB.
O cenário é particularmente sensível para a Europa, dada a forte dependência da região de importações energéticas que transitam por essa rota estratégica. Desde o início do conflito, em fevereiro, os mercados europeus vêm sendo impactados por oscilações nos preços de energia e pela elevação dos prêmios de risco.
No desempenho setorial, o segmento industrial lidera as perdas, seguido pelo de viagens, bancos e tecnologia. Na contramão, o setor de energia avança cerca de 1%, acompanhando a nova valorização do petróleo na sessão. Ainda assim, os preços da commodity permanecem aproximadamente 40% acima dos níveis pré-conflito, mantendo elevada a preocupação com pressões inflacionárias.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos soberanos da zona do euro apresentam leve alta, após a forte queda observada na quarta-feira, indicando ajuste nas expectativas de política monetária.
Embora os traders tenham reduzido as apostas de aperto monetário mais agressivo após o anúncio do cessar-fogo, o mercado ainda projeta ao menos duas elevações de 25 pontos-base pelo Banco Central Europeu até o final do ano.
Ásia/Pacífico

Os mercados de ações da Ásia-Pacífico encerraram esta quinta-feira sob um tom mais cauteloso, à medida que sinais de fragilidade na trégua no Golfo reacenderam preocupações sobre o cenário geopolítico e suas implicações inflacionárias.
A percepção de risco voltou a ganhar força diante da ausência de evidências concretas de normalização no fluxo pelo Estreito de Ormuz. O Irã segue demonstrando controle relevante sobre a rota estratégica, inclusive impondo condições para a passagem segura de embarcações, o que mantém o mercado de energia sob pressão.
No campo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas permanecerão na região até que um acordo definitivo seja alcançado e cumprido, alertando para a possibilidade de retomada dos confrontos. Paralelamente, a escalada militar se amplia em outras frentes, com Israel intensificando ataques no Líbano contra alvos ligados ao Hezbollah, aumentando a complexidade do conflito regional.
Para Nigel Green, CEO do grupo deVere, o cenário ainda está longe de estabilidade. “Cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo passa por um corredor que permanece sob influência direta de uma das partes do conflito. Isso, por si só, já sustenta o risco de novas altas nos preços. Não é necessário um bloqueio total — a simples continuidade das tensões já é suficiente para pressionar o mercado”, afirmou.
Nesse ambiente, os principais índices da região registraram desempenho negativo. O Kospi
KOSPI, da Coreia do Sul, o Nikkei
NI225, do Japão, o Hang Seng
HSI, de Hong Kong, e os índices chineses Shenzhen
399001, China A50
XIN9 e Shanghai
000001 encerraram o dia com perdas moderadas, em torno de 0,7%.
Na contramão, o TWSE 50
TW50, de Taiwan, e o ASX 200
XJO, da Austrália, conseguiram se manter no campo positivo, com leves altas de 0,2%, refletindo um desempenho mais resiliente em meio ao cenário de incerteza.
9:00 – BRA – Vendas no Varejo
9:30 – USA – Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE)
9:30 – USA – Renda e Gastos Pessoais
9:30 – USA – PIB do 4º Trimestre
9:30 – USA – PCE do 4º Trimestre (Deflator do PIB)
9:30 – USA – Pedidos por Seguro-Desemprego
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
13:00 – USA – Relatório Wasde
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 30 anos
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
O ambiente permanece marcado por incertezas geopolíticas, com o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXH2026 estável na região dos 22 pontos, indicando que a demanda por proteção segue presente, ainda que sem sinais de estresse mais agudo.
Analistas da BCA Research avaliam que, embora o pico da crise possa ter ficado para trás, ainda é prematuro adotar uma postura mais agressiva em ativos de risco. “Os mercados parecem precificar um cenário mais benigno, mas o contexto ainda exige cautela”, destacaram.
A dinâmica no Estreito de Ormuz segue como variável central para os mercados. A normalização — ou não — do fluxo de petróleo pela região será determinante para validar a trégua. Mesmo com a continuidade de episódios isolados de conflito, ativos de risco podem seguir sustentados caso haja sinais concretos de reabertura da rota energética.
No campo macroeconômico, a atenção se volta para a divulgação dos dados de gastos com consumo pessoal (PCE) de fevereiro, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve. A expectativa é de manutenção em 2,8% na base anual. Também será acompanhada a leitura final do PIB do quarto trimestre.
Já na sexta-feira, o foco recai sobre o índice de preços ao consumidor (IPC) de março, que deve oferecer evidências mais claras sobre o impacto da alta dos preços de energia na inflação.
No mercado monetário, observa-se uma mudança relevante nas expectativas de política monetária. As apostas em cortes de juros diminuíram significativamente, com apenas cerca de 30% de probabilidade de uma redução de 25 pontos-base até o final de 2026, ante 56% no dia anterior.
A ata da reunião de março do Federal Reserve reforçou esse cenário mais restritivo, ao indicar que um número crescente de dirigentes considera a possibilidade de novas altas de juros, diante de uma inflação ainda acima da meta de 2%, pressionada, em parte, pelos efeitos do conflito sobre os preços de energia.
"O comitê concordou amplamente que era muito cedo para agir, sugerindo que o Fed provavelmente manterá a taxa de juros inalterada este ano, em linha com nossa visão", disseram analistas do JPMorgan em nota.
O quadro geral aponta para um mercado em compasso de espera, equilibrando sinais de alívio geopolítico com riscos persistentes para a inflação e a política monetária.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
A perda de fôlego reflete a cautela dos investidores quanto à sustentabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, diante de sinais de que a trégua permanece frágil e sujeita a rupturas. O alívio inicial, sustentado pela expectativa de normalização do fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz, deu lugar a uma reavaliação de riscos.
O otimismo se dissipou rapidamente após a continuidade das operações militares de Israel no Líbano, levando o Irã a classificar como “irrazoável” a continuidade das negociações por um acordo de paz duradouro nesse contexto. Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a alertar para a possibilidade de escalada significativa dos combates caso Teerã não cumpra as exigências estabelecidas.
“A volatilidade permanece controlada, mas há uma clara devolução parcial dos ganhos recentes, à medida que persistem as incertezas sobre a segurança do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz”, afirmou Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB.
O cenário é particularmente sensível para a Europa, dada a forte dependência da região de importações energéticas que transitam por essa rota estratégica. Desde o início do conflito, em fevereiro, os mercados europeus vêm sendo impactados por oscilações nos preços de energia e pela elevação dos prêmios de risco.
No desempenho setorial, o segmento industrial lidera as perdas, seguido pelo de viagens, bancos e tecnologia. Na contramão, o setor de energia avança cerca de 1%, acompanhando a nova valorização do petróleo na sessão. Ainda assim, os preços da commodity permanecem aproximadamente 40% acima dos níveis pré-conflito, mantendo elevada a preocupação com pressões inflacionárias.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos soberanos da zona do euro apresentam leve alta, após a forte queda observada na quarta-feira, indicando ajuste nas expectativas de política monetária.
Embora os traders tenham reduzido as apostas de aperto monetário mais agressivo após o anúncio do cessar-fogo, o mercado ainda projeta ao menos duas elevações de 25 pontos-base pelo Banco Central Europeu até o final do ano.
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